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Eugenia Angustissima, da Família Botânica Myrtaceae é uma fruta rara do Bioma Cerrado boa para pomar e jardim.

Eugenia angustissima O. Berg – MYRTACEAE, conhecida como Cereja de folhas finas ou Guamirim folha de agulha é uma frutífera nativa do Cerrado com excelente valor para pomar e jardim. As frutas são comestíveis e tem sabor levemente adocicados quando bem maduras. Pode ser cultivada em vasos e excelente dica para bonsai.
Descrição Botânica (Morfologia)
O epíteto específico “angustissima” vem do latim e significa “estreitíssima”, uma referência direta à principal característica diagnóstica da planta.
Hábito: É um arbusto de pequeno a médio porte, geralmente medindo entre 1 e 2 metros de altura. Tem crescimento marcadamente lento, mesmo quando comparado a outras espécies do gênero.
Folhas: São lineares, extremamente estreitas, alongadas e coriáceas (textura firme). Apresentam uma coloração verde-brilhante na face superior (adaxial) e são sutilmente mais claras na face inferior (abaxial). Possuem um pecíolo curto com tons avermelhados. Visualmente, a folhagem mimetiza agulhas ou folhas de alecrim.
Frutos: São bagas ovaladas ou piriformes (em formato de pera), medindo de 10 a 15 mm. A coloração do fruto é um espetáculo cronológico: passa do verde para o amarelo, alaranjado, vermelho vivo e, finalmente, atinge um tom negro/roxo-escuro quando a maturação está completa.
Sabor e Polpa: A polpa é suculenta, abrigando geralmente uma única semente globosa. O sabor é descrito por colecionadores e botânicos como muito doce, agradável e livre de adstringência acentuada.
2. Distribuição Geográfica e Ecologia
A Eugenia angustissima é uma espécie nativa e endêmica do Brasil (com registros pontuais que se estendem à Bolívia e Paraguai).
Biomas: Ocorre predominantemente no Cerrado e na Caatinga.
Fitofisionomia: Embora adaptada à sazonalidade e ao sol pleno desses biomas, ela tem forte preferência por ambientes de campo rupestre, solos rochosos e transições de matas ciliares, crescendo frequentemente próxima a cursos d’água sazonais ou afloramentos rochosos onde há acúmulo de umidade subterrânea.
Ocorrência Confirmada: Faixa central e nordeste do Brasil, englobando os estados de Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
3. Status dos Estudos Científicos
Do ponto de vista da pesquisa acadêmica estrita, a Eugenia angustissima ainda se enquadra no grupo das espécies subestudadas (subamostradas). Enquanto parentes próximas como a Eugenia uniflora (pitanga) e a Eugenia dysenterica (cagaita) possuem vastos estudos de caracterização química e farmacológica, a E. angustissima aparece principalmente em:
Levantamentos Florísticos e Taxonomia: Citada em inventários de biodiversidade de campos rupestres e florística do Cerrado (como nos bancos de dados do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Flora e Funga do Brasil).
Potencial Biotecnológico Geral: Revisões científicas amplas sobre o gênero Eugenia no Brasil frequentemente apontam espécies como ela como “hotspots de inovação”. Espera-se que, devido às glândulas translúcidas típicas das Myrtaceae presentes em suas folhas finas, ela possua um perfil rico em óleos essenciais (ricos em monoterpenos e sesquiterpenos) com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, mas análises cromatográficas específicas e publicadas sobre suas folhas ainda são escassas na literatura científica de livre acesso.
4. Usos e Cultivo
Apesar da pouca literatura farmacológica, a espécie ganhou um nicho muito forte entre entusiastas de plantas nativas:
Potencial Ornamental e Bonsai: Devido ao tamanho diminuto das folhas, entre nós curtos e a beleza da frutificação multicolorida, ela se tornou uma das plantas nativas do Cerrado mais cobiçadas por bonsaístas brasileiros.
Atração de Avifauna: Seus pequenos frutos doces são excelentes para atrair pássaros nativos em projetos de recuperação ambiental ou pomares domésticos.
Exigência de Cultivo: Exige solos com excelente drenagem (simulando seu ambiente rochoso natural) e responde muito bem ao cultivo em vaso
Eugenia angustissima O. Berg – MYRTACEAE
Fruta Rara Nativa do Bioma Cerrado
Local da Foto: Taguatinga-DF – Brasil.
Foto: @prodivanvelasco
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