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O pau-brasil (Paubrasilia echinata, historicamente classificado como Caesalpinia echinata) é uma árvore nativa da Mata Atlântica e um dos maiores símbolos da biodiversidade e da história do Brasil. Pertencente à família Fabaceae, a espécie deu origem ao nome do país devido ao tom vermelho de sua madeira, que lembrava brasas acesas.
Taxonomia e Nomenclatura
- Nome Científico: Paubrasilia echinata (Lam.) E. Gagnon, H.C. Lima & G.P. Lewis (Anteriormente: Caesalpinia echinata).
- Família: Fabaceae (Subfamília Caesalpinioideae).
- Nomes Populares: Pau-brasil, ibirapitanga (do tupi: “árvore vermelha”), pau-de-pernambuco, muirapiranga, orabutã.
Em 2016, estudos filogenéticos avançados reclassificaram a espécie, movendo-a do gênero Caesalpinia para um gênero próprio e exclusivo: Paubrasilia. O epíteto específico echinata deriva do latim e significa “com espinhos”, em referência aos pequenos acúleos presentes em seus ramos e no tronco.
Características Botânicas
- Porte: Pode atingir entre 10 e 15 metros de altura em condições normais, com espécimes históricos podendo chegar a até 30 metros no interior da floresta densa.
- Tronco e Casca: Casca cinza-escura que se desprende em placas irregulares, revelando uma camada interna avermelhada. O tronco e os galhos são cobertos por espinhos (acúleos).
- Folhas: Compostas e bipinadas, de coloração verde-brilhante.
- Flores: Inflorescências amareladas e perfumadas, compostas por quatro pétalas amarelas e uma pétala central (o estandarte) marcada por uma mancha vermelha ou purpúrea.
- Frutos: Vagens (legumes) cobertas por espinhos moles. Quando maduras, abrem-se de forma explosiva para dispersar as sementes.
Importância Histórica e Usos
- Pigmento Vermelho (Brasileína): Do cerne de sua madeira extrai-se a brasileína, um corante avermelhado amplamente utilizado durante o período colonial pelos europeus para o tingimento de tecidos de luxo e fabricação de tintas. Esse ciclo extrativista predatório resultou em quase três séculos de exploração desmedida.
- Lutheria (Arcos de Violino): A madeira do pau-brasil possui alta densidade, flexibilidade, ressonância mecânica e durabilidade. Por essas propriedades únicas, continua sendo o padrão-ouro internacional para a confecção de arcos de violino, violoncelo e outros instrumentos de cordas.
- Arborização e Paisagismo: Por conta da beleza de sua floração e relevância cultural, a espécie é frequentemente cultivada em parques, praças e jardins botânicos.
Estado de Conservação
Devido à intensa exploração histórica e à destruição do bioma da Mata Atlântica, o pau-brasil está classificado atualmente como espécie Em Perigo (EN) de extinção na Lista Vermelha da IUCN e nas listas oficiais do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
A espécie é protegida por lei no Brasil, sendo o seu corte proibido em florestas nativas. Atualmente, ações de preservação incluem a criação de bancos de germoplasma, projetos de reflorestamento, pesquisa genética e o incentivo ao cultivo sustentável e comercial para suprir a demanda da lutheria internacional sem pressionar os remanescentes selvagens.
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Referências: