Conheça A Guapeva Rasteira: A Pequena Joia Escondida do Cerrado

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Você já ouviu falar de uma fruta que nasce em uma planta tão pequena que parece rastejar pelo chão? Apresentamos o Guatucaí ou Guapeva rasteira, uma espécie nativa do nosso Cerrado que é um verdadeiro tesouro da biodiversidade brasileira, mas que, infelizmente, corre o risco de desaparecer. A fruta é dispersa por mamíferos como o lobo-guará, e recebe o nome de “fruta-de-tatu” porque acredita-se que tatus se alimentam e ajudam na dispersão.

Neste artigo, vamos descobrir por que essa planta é tão especial, como ela sobrevive e como você pode ajudar a preservar essa espécie cultivando-a em casa.

O que significa “Guatucaí”?

O nome tem origem no tupi-guarani e explica perfeitamente a planta: vem das palavras (fruta), ATUKA (curto) e Í (pequeno). Em tradução livre, significa “fruta que dá em caule curto” (Projeto Colecionando Frutas).

Dependendo da região, ela também é conhecida por nomes curiosos como:

  • Fruta de Tatu
  • Curriola rasteira
  • Guapeva
  • Machadinho

Uma planta “disfarçada” no solo

Diferente das grandes árvores frutíferas, o Guatucaí é uma planta rasteira que mede apenas entre 5 e 10 cm de altura. O que vemos na superfície é só a pontinha dos galhos!

Na verdade, seus galhos são modificados e ficam escondidos debaixo da terra como raízes, podendo se espalhar por metros. Para sobreviver à seca do Cerrado, ela possui um órgão subterrâneo chamado xilopódio, que armazena água e nutrientes a profundidades que podem chegar a 4 metros ou mais!

Por que ela corre perigo?

Infelizmente, o Guatucaí está em risco de extinção. O avanço desenfreado de grandes plantações agrícolas tem destruído a vegetação rasteira do Cerrado. Hoje, ela resiste bravamente em beiras de estradas e áreas pedregosas nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Bahia e Distrito Federal.

Como é o fruto e o seu sabor?

O fruto é uma pequena bolinha amarela quando madura, com uma polpa alaranjada muito saborosa. Embora tenha pouca polpa, o sabor é delicioso para comer direto do pé (o famoso consumo in natura). Na cozinha, a polpa pode ser usada para dar um toque especial em recheios de bolos e sorvetes.

Dicas de Cultivo: Tenha uma Guapeva Rasteira no seu quintal!

Se você gosta de plantas raras e quer ajudar a salvar essa espécie, veja como é fácil começar:

  1. Onde plantar: Ela adora sol pleno e solos que não acumulam água (bem drenados). Adapta-se bem a quase todo o Brasil.
  2. Mudas: Use sementes frescas! Elas perdem o poder de germinar se secarem. Plante logo após tirar da fruta em uma mistura de terra, areia e matéria orgânica.
  3. Paciência é a chave: O Guatucaí cresce devagar. Ele começa a dar frutos entre o 7º e o 10º ano de vida.
  4. Cuidados básicos: No início, regue uma vez por semana (especialmente na época da floração). Não precisa de podas, apenas de limpeza ao redor para que o mato não a sufoque.
  5. Adubação: Use esterco de galinha bem curtido e um pouco de adubo NPK 10-10-10 uma vez por ano, sempre em outubro.

Um convite à preservação

Cultivar a Guapeva Rasteira vai além de ter uma planta rara no jardim; é um ato de conservação. Ao plantar uma muda, você está ajudando a garantir que as futuras gerações conheçam o sabor e a história dessa pequena gigante do nosso Cerrado.

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Gabiroba

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