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A Duguetia furfuracea popularmente conhecida como araticum-seco, araticum-do-campo ou marolo-do-cerrado, é um arbusto nativo da família Annonaceae, amplamente distribuído nas fitofisionomias do Cerrado.
Uso Medicinal
Na medicina popular e na etnoboânica, a espécie é bastante valorizada por suas propriedades bioativas:
- Folhas e Ramos: Utilizados em infusões e decocções principalmente por suas ações anti-inflamatória, analgésica e antirreativa, sendo indicados no tratamento de dores reumáticas, contusões e problemas gastrointestinais.
- Casca e Raízes: Empregadas tradicionalmente como febrífugas e no combate a afecções renais e hepáticas.
- Compostos Fitoquímicos: Estudos identificam a presença de alcaloides isoquinolínicos, flavonoides e óleos essenciais com potencial leishmanicida, citotóxico e antimicrobiano.
Oferta de Fruto
O fruto da Duguetia furfuracea é um sincarpo carnoso com características marcantes:
- Morfologia e Sabor: Apresenta casca escamosa e marrom-esverdeada quando maduro. A polpa é amarelada, fibrosa e de sabor adocicado, embora menos volumosa e com mais sementes do que a de outros araticuns maiores (Annona crassiflora).
- Consumo e Fauna: É consumido in natura e aproveitado na elaboração de geleias, doces e licores artesanais. Além do valor alimentício humano, desempenha papel ecológico fundamental na alimentação da fauna silvestre do Cerrado durante a sua época de frutificação (geralmente entre o final da primavera e o verão).