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Tanto Deianira nervosa quanto Deianira erubescens são amplamente reconhecidas na medicina popular como plantas medicinais com propriedades antidispépticas (combatem a má digestão), vermífugas (eliminam vermes) e antipiréticas (reduzem a febre), conforme registrado por Mors et al. (2000).
- Deianira nervosa Cham. & Schltdl.
Linnaea 1: 197. 1826. (Prancha 1, fig. D-E)
Nomes Populares: Raiz-amarga, fel-da-terra, flor-de-são-josé.
Hábito: Erva de 30 a 80 cm de altura.
Morfologia
Folhas: Elípticas, medindo de 1,5–7,5 × 0,5–2,0 cm. São livres na base, apresentam ápice e base arredondados, e são mucronadas no ápice (terminam em uma ponta curta e aguda).
Inflorescência: Terminal e axilar, com brácteas inconspícuas (muito pequenas/discretas).
Flores: Róseas.
Cálice: Cerca de 0,5 cm.
Corola: Campanulada (em formato de sino), com cerca de 2 cm.
Estames: Filetes com cerca de 1 mm e anteras oblongas com cerca de 8 mm.
Pistilo: Lobos do estigma cerca de 2 vezes mais largos que o estilete.
Fruto: Não observado no material de registro.
Distribuição e Ecologia
Ocorrência Geográfica: Encontrada nos estados de Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais e São Paulo.
Habitat: Espécie comum dos Cerrados (Quadrantes de registro: B6, C5, C6, C7, D6, D7, D9, E6, E7, E8).
Fenologia: Coletada com flores de abril a julho.
- Deianira erubescens Cham. & Schltdl.
Nome Popular: Raiz-amargosa.
Distribuição Geográfica: Nativa da Região Centro-Oeste do Brasil.
Uso Popular e Preparo
As suas raízes possuem sabor fortemente amargo e são tradicionalmente utilizadas na medicina caseira. Os modos de preparo e combinações mais comuns incluem:
Infusão: Chá feito com as raízes.
Garrafada / Tintura: Raízes curtidas em vinho.
Associações: Frequentemente preparada em conjunto com Xylopia grandiflora (pindaíba/pimenta-de-macaco) e cascas de laranja para potencializar ou equilibrar o efeito medicamentoso.