Conhecendo o Angico (Anadenanthera colubrina)

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A Anadenanthera colubrina, popularmente conhecida como angico, é uma árvore nativa do Brasil com grande importância ecológica e econômica. Ela recebe diversos outros nomes dependendo da região, como angico-amarelo, angico-brabo, angico-liso, cambuí e angico-cedro.

Características e Habitat

O angico é uma árvore decídua (que perde suas folhas na estação seca) de porte médio a grande, podendo atingir de 7 a 15 metros de altura. Possui um tronco com casca castanho-avermelhada e frutos em formato de vagem que abrigam de 8 a 15 sementes brilhantes.

Embora não seja exclusiva do Brasil, ela é amplamente distribuída por várias regiões do país, incluindo o Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. É uma espécie muito versátil que se adapta a diferentes tipos de vegetação, ocorrendo naturalmente na Caatinga, no Cerrado e em Florestas Estacionais.

Principais Usos e Potencial Econômico

O angico é uma árvore de múltiplos usos, fornecendo tanto produtos madeireiros quanto não-madeireiros:

  • Madeira: Possui madeira densa e resistente, muito utilizada na marcenaria, carpintaria, construções rurais e civis, confecção de mourões, estacas, postes e móveis. Além disso, é uma excelente fonte para lenha e carvão.
  • Extração de Tanino e Corantes: A casca do tronco é riquíssima em tanino (aproximadamente 32%), sendo considerada uma das melhores fontes desse composto para as indústrias de curtimento de couro e fabricação de tintas.
  • Uso Medicinal e Resinas: O tronco da árvore produz uma goma-resina abundante que, junto com o tanino, é utilizada na medicina popular para o tratamento de tosses, bronquites e infecções respiratórias. A infusão da casca também tem propriedades adstringentes e antigripais.

Importância Ecológica e Paisagística

Além do seu valor comercial, o angico desempenha um papel fundamental no meio ambiente. É uma planta melífera, ou seja, fornece pólen e néctar, ajudando na manutenção das comunidades de abelhas nativas e outros insetos polinizadores.

No paisagismo, pode ser empregada na arborização de ruas e parques. Em sistemas agrícolas, serve como quebra-vento e oferece sombreamento em pastagens. Atenção: embora possa ser usada na alimentação animal, suas folhas murchas são tóxicas para o gado, devendo ser fornecidas apenas totalmente secas (fenadas).

Manejo e Conservação

Atualmente, a exploração do angico é quase totalmente extrativista, o que exige cuidados. Para garantir a preservação da espécie, especialistas recomendam a integração de boas práticas agrícolas ao manejo florestal sustentável.

É aconselhável não expor o gado na área no início da regeneração das plantas jovens e não utilizar o fogo nas áreas manejadas, adotando sempre medidas de prevenção contra incêndios. O desenvolvimento de estudos sobre a cadeia produtiva e o mapeamento genético das populações nativas são passos importantes para o futuro sustentável do angico.

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Referências:

EMBRAPA

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